Nossa história de combate
Sou Valério Luiz Filho, você me conhece da luta que travamos, há quase 15 anos, por justiça pelo brutal assassinato do jornalista Valério Luiz, meu pai.
Nesse tempo, descobrimos como funciona o sistema no Estado de Goiás. Vimos que ele estava contra nós. E tivemos que enfrentá-lo.
O mandante do crime possuía um cartório que rendia milhões por mês. Controlava uma rádio, um jornal e um time de futebol. Seus seguranças eram os mais perigosos policiais militares de Goiás. Sua influência era tão grande que acreditava poder matar com total impunidade.
Valério Luiz, meu pai, foi morto só por criticar um time de futebol na TV e no rádio. Para buscar justiça por ele, entrei para a área do direito penal.
Durante esses anos, tivemos que denunciar até um juiz e um delegado, que foram afastados, e conseguimos tirar o criminoso do seu cartório. Tivemos que enfrentar os Tribunais de Brasília, o STJ e o STF, que anularam o processo duas vezes, mas revertemos as decisões.
Tivemos que descobrir o paradeiro de um dos comparsas do crime, que estava foragido em Portugal. Manobras dos assassinos adiaram o Júri várias vezes.
Em 2021, meu avô e companheiro de batalha, Mané de Oliveira, nos deixou sem ver o julgamento e a justiça pelos quais tanto brigou. Em sua honra, conseguimos, em 2022, condenar os assassinos no Júri, e hoje três estão presos, cumprindo suas penas, incluindo o poderoso mandante.
O policial autor dos 6 disparos está preso em presídio militar. Um dos comparsas condenados, porém, continua foragido, ali na região de Rio Verde, acobertado não sabemos por quem.
Com fé, perseverança e sem medo do combate, estamos conseguindo a prometida justiça! Nossa história moldou minha visão. Em um mundo mais igual, isso não teria acontecido. Em um mundo onde a polícia serve para nos proteger, em vez de fazer pistolagem para rico, isso não teria acontecido.
Esta é minha terceira campanha. Sigo com fé e perseverança nas minhas propostas.

